Com um coquetel para convidados, a Embaixada de Portugal no Brasil e o Camões – Centro Cultural Português (CCP) em Brasília realizaram, na noite de quinta-feira (28), a abertura da exposição “Só é Possível se Formos 2”, de Fernanda Fragateiro, com a presença da artista e escultora portuguesa.

A mostra marca um momento de reabertura das atividades culturais da embaixada com público. "Depois de um período de clausura é especial receber um bocadinho a mais de pessoas na nossa casa com a obra de Fernanda", comemorou a ministra-conselheira da Embaixada de Portugal, Sandra Magalhães.

De fato, a mostra tem como importante característica permitir que as obras ganhem novos significados com a interação das pessoas. Conselheira cultural e diretora do Camões - CCP em Brasília, Alexandra Pinho apresentou a artista e a concepção da exposição, originalmente prevista para ser realizada em 2020, no contexto dos 60 anos de Brasília. "Queríamos estabelecer esse diálogo com a cidade e com o espaço que nos acolhe. Por isso é uma satisfação muito grande pensar para além do edifício, do Cerrado, como Fernanda faz com a ligação entre arquitetura, arte e o contexto modernista de uma forma contemporânea", definiu.

Fernanda Fragateiro, que vive e trabalha em Lisboa, fez sua primeira viagem na pandemia para a realização desta exposição em Brasília. A proposta foi, desde sempre, partir do modernismo, tão vigente no cenário urbano da capital brasileira e no próprio prédio da embaixada, projetado pelo modernista português Chorão Ramalho.

"Esse edifício seria um desafio para mim, mas gosto de pensar em projetos novos. Cada um deles é um desafio. Artistas resolvem problemas, ao contrário do que muita gente já pensa", provocou. Foi assim que Fernanda chegou à abordagem de "Só é Possível se Formos 2", em que resgata o olhar feminino da arquitetura moderna pelas lentes de Lina Bo Bardi. "Escolhi trabalhar a partir da obra de Lina, para registrar essa ausência da mulher na produção do espaço. Não só em Brasília, mas atravessado o modernismo como um todo e a história do mundo", justificou.

O público presente passou pelos murais e bancadas com desenhos de Fernanda e materiais de pesquisa utilizados e pôde contemplar e interagir com as peças centrais da exposição: as cadeiras de beira de estrada de Lina Bo Bardi, recriadas como uma forma de se relacionar com a "monumentabilidade de Brasília". Como resultado, quem visitar a exposição poderá ver cinco exemplares em grande escala da cadeira. É possível sentar e interagir com objeto.

Este projeto é uma realização da Embaixada de Portugal e do Camões - CCP em Brasília. A exposição ficará patente até 18 de fevereiro de 2022, com entrada gratuita, mediante agendamento prévio pelo e-mail geral@institutocamoes.org.br. As visitas seguirão todos os protocolos para prevenção da Covid-19.

 

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